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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Por aí | Chile - parte 04

Já falamos da viagem e dos hotéis, já demos dicas de pacotes turistão e falamos de alguns pontos turísticos de Santiago. Vamos conhecer outros?


Os passeios – Bairros, pontos turísticos e dicas

Mercado Central. Foto: Reprodução
Mercado Central – É o lugar para comer comidas tradicionais. Empanadas, Machas, Centollas... No local, que, quando construído em 1872 tinha a finalidade de abrigar exposições de arte, é possível provar de todas as iguarias chilenas. Se for beber cerveja, esteja ciente de que ela não virá gelada como nos bares brasileiros.

Biblioteca Central. Foto: Reprodução
Biblioteca Nacional – Construído em 1925, o edifício abriga uma das bibliotecas mais antigas da América Latina. Lá dentro, há a sala José Medina, que conserva a Biblioteca Americana de Don Diego Barros Arana, com volumes de alto valor histórico e patrimonial. Foi conseguida em troca de uma pensão vitalícia para a esposa de Don Arana, e, na sala, é possível ver todas as obras com centenas de anos, além de vitrais e figuras impressionantes.

Fazendo a turista sem graça na base do Cerro Santa Lucía. Foto: Bárbara Weyll
Cerro Santa Lucía - Um misto de parque e forte, embicado no... Cerro Santa Lucía (cerro, em espanhol, quer dizer morro, colina).  Pense em subir ladeira. Escadas. Ladeiras. Escadas. Escadas. Ladeiras. Escadas. Mais escadas. Um pouco mais. É, é bem por aí, mas vale a pena: de lá de cima, dá para se ter uma visão bem ampla de Santiago, e das cordilheiras que a cercam. Bonita vista. Foi também onde o fundador de Santiago, Pedro de Valdívia, fincou sua bandeira e deu o nome à cidade.


Feira de Artesanato de Santa Lucía – Feiras de artesanatos são sempre feiras de artesanato. Próximo à estação de Metrô e em frente ao Cerro Santa Lucía, vale a visitar se você quer trazer lembrancinhas e presentes para seus amigos. Tem camiseta, aventais, coisas de Lápis Lazuli (pedra típica do país) e outros tipos de souvenir.

Placa da fachada da La Chascona. Foto: Any Valette
La Chascona – Meu lugar favorito em Santiago. A Chascona é uma das três casas-museu da Fundação Pablo Neruda. Com construção iniciada em 1953, a casa foi projetada pelo próprio Neruda para ter ares de embarcação, já que ele adorava os barcos, mas tinha medo do mar. A casa é incrível. Neruda foi construindo-a aos poucos, de acordo com sua vontade, e tudo nela faz alusão à vida marítima: teto baixo, janelas redondas, escadas em espiral, consagrando-o como Capitão em terra. Os cômodos se ligam por passagens externas e trilhas, e um fato curioso a se observar é o número de bares, três, que é superior ao número de quartos na casa. A visita é guiada, uma vez que grande parte dos objetos da casa pertenceu realmente ao poeta – muito embora seus pertences tenham sido pilhados e saqueados à época da ditadura – e é impressionante o número de histórias que se tem para contar sobre Neruda. Meu grupo era metade de brasileiros,e o guia era um entusiasta de nosso país, então ele pontuava bastante a relação do poeta com artistas brasileiros, tais como Jorge Amado e Vinícius de Morais. Chascona, em espanhol, é uma gíria para descabelada e era a forma carinhosa pela qual Neruda chamava sua amante – e, depois, terceira esposa – Matilde Urrutia. Neruda batizou a casa, cuja luz antes se via das cordilheiras, em homenagem a ela.

Esses foram os lugares que eu dei conta de visitar em Santiago. Ainda faltam mais dois posts para encerrar a saga: Viña del Mar e Valparaíso (Suspiros!) e o Guia de compras (que rufem os tambores!). Fiquem de olho ;)

sábado, 16 de abril de 2011

Por aí | Chile - parte 03

Finalmente a parte que mais interessa...


Os passeios – Bairros, pontos turísticos e dicas

Como eu disse, faltou ir em uma porrada de lugares. Bom que fica de desculpa para voltar lá depois, né?


Rua Pio Nono. Foto: Reprodução
Bellavista é o bairro mais boêmio da capital chilena. Vale a pena dar uma olhada na rua Pio Nono, onde há uma enorme quantidade de bares, casas noturnas e afins (não visitei nenhum em específico porque ficava longe do meu hotel :/ ). No bairro ficam ainda o Cerro San Cristóbal (que não tive tempo de visitar), em que é possível andar de teleférico, de funicular e visitar o zoológico e A Chascona, uma das casas-museu do poeta chileno Pablo Neruda (que visitei duas vezes, uma para fazer o tour e outra para comprar postais, bottons e afins, e que visitaria mais algumas vezes, se deixassem).


Centro Histórico é por onde você mais deve andar, já que é onde mais há coisas para se ver. Lá ficam a Plaza de Armas, o Mercado Central, O Museu de Bellas-Artes, A Casa Central da Universidade do Chile,  o Cerro Santa Lucía, a Catedral de Santiago e mais uma infinidade de praças, igrejas, palácios e afins, além dos tradicionais Cafés com pernas, onde garçonetes em trajes sumários servem cafés (Devo admitir que, embora se fale muito dos cafés com pernas, eu não vi nenhuma placa ou indicação de um enquanto andava por Santiago. Ah, aviso aos mocinhos mais assanhados: é só para olhar, tá? Nada de se meter a engraçadinho com alguma garçonete). Vale a pena bater perna por lá e observar o povo chileno.



Fonte Símon Bolívar na Plaza de Armas. Foto: Any Valette

Plaza de Armas construída em 1541, esta praça, que já foi apenas um descampado onde aconteciam as festividades públicas, é o marco zero do Chile, por ter sido o primeiro centro político, social e econômico de Santiago. À sua volta estão vários prédios históricos, tais quais a Catedral de Santiago, o Edifício dos Correios (que conta com um museu do correio internacional e chileno – que eu não vi) e o Museu Histórico Nacional. No centro da praça há uma fonte com uma estátua de Bolívar, e, quando fui, havia algumas crianças se refrescando do calor santiaguino nela. Descobri que este é um hábito comum – vi a cena se repetindo em uma ou outra fonte pela cidade.


Catedral de Santiago. Foto: Bárbara Weyll
Catedral de Santiago – principal igreja católica do Chile, e construída em 1748, é o quinto prédio erguido no mesmo lugar – todos os anteriores foram destruídos por terremotos. A visita é embasbacante. Católico ou não, vale a pena a visita. As laterais são cheias de altares com imagens de santos em tamanho quase real, o altar principal é ricamente adornado e é possível, ainda, visitar uma sala no subsolo, onde são velados e estão enterrados alguns padres e cardeais. Esta sala é de arrepiar.

Opa, olha o tamanho do post! Depois continuo falando dos passeios a serem feitos em Santiago!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por aí | Chile - parte 02

Dando continuidade ao meu pseudo-guia de viagem ao Chile, resolvi falar de dicas que podem te ajudar a decidir para onde ir em Santiago.



Planejando os Passeios:

Uma coisa de que me arrependo é de não ter planejado nem um pouquinho antes de sair do Brasil os passeios pela cidade. Se, por um lado eu queria poder andar a esmo por Santiago e descobrir lugares aos quais os turistas normalmente não vão – além de poder observar o povo e a própria cidade – por outro, acabei me enrolando e deixando de conhecer algumas coisas que poderiam ser interessantes. Então, cheguei à conclusão de que pode ser uma boa fazer aqueles passeios mais “turistão” antes de decidir o que visitar de verdade.

Foto: Turistik/ Reprodução

Turistik – Quando eu fui, por $18.000 pesos (algo como R$72,00) você garantia um passaporte para os ônibus de dois andares da empresa, que faziam uma linha circular por Santiago (O trajeto todo dura cerca de duas horas), com um guia mostrando os principais pontos turísticos da cidade. Você pode descer e subir quantas vezes quiser no ônibus, entre as 9:30 da manhã e as 6:00 da tarde. Eu não fui porque, por mais que a mãe tenha me dado a viagem, essas despesas todas de passeios eram por minha conta, e eu sou estudante e todo estudante é pobre, minha gente.


Foto: freetoursantiago.cl / Reprodução

Free Tour – Uma idéia muito bacana, que, pelo que me disseram, funciona em vários países do mundo, é o Free Tour. Um grupo de pessoas – normalmente nativos estudantes de turismo ou que querem praticar o inglês – se dispõem a ser guia e a mostrar, a pé, pontos turísticos. No final, você paga a quantia que achar justo – e pode até não pagar nada. O ponto de encontro é na Plaza de Armas, em frente à Catedral, às 10 da manhã e às 3 da tarde. Não é preciso agendar antes e o Tour dura cerca de quatro horas. Os guias usam camisas vermelhas com o nome do grupo em branco. 

Claro que tem pacote de agências de turismo, como a CVC e tal... Estes são só os dois que mais vi por lá, e que quis fazer :)

No próximo post: Passeios!

domingo, 10 de abril de 2011

Por aí | Chile

Foto: Reprodução
Em Janeiro minha mãe foi a Santiago para uma reunião do trabalho. Eu, menina amarela da barriga verde que nunca tinha saído do país, aproveitei e fui junto. Há um tempão que eu queria escrever sobre a viagem, mas eu demorei até pegar as fotos, que estavam na máquina de minha prima, e acabei enrolando mais e mais para postar.

Mas, indo direto ao ponto: Santiago é linda! Recomendo a viagem a todos. Fiquei apaixonada por aquele lugar. Eu não sei fazer um guia tão organizadinho como o da Má no Rio, mas vou fazer um Diário de bordo da melhor forma possível, tá?

O relato de viagem é enorme, então vou dividi-lo em algumas postagens e pôr Jump Break pra vocês poderem ler sem que eu precise aterrar todas as outras postagens, tá? :)