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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Marcha das Vadias | Salvador




Quem me segue no twitter viu que essa semana saiu um texto meu na Revista Só, falando sobre estupro. O texto vem parar por aqui jajá, mas, antes, eu queria aproveitar o gancho para falar sobre a marcha das vadias, que, pelo que soube, vai acontecer de novo aqui em Salvador amanhã, 7 de setembro. Ok, você não tá entendendo PN, e quer saber porque nós, mocinhas de família, devíamos nos inteirar da existência da marcha das vadias...

Seguinte: a Marcha das Vadias – ou slutwalk – começou em Toronto, no Canadá, depois de uma declaração de um oficial da polícia da cidade em uma universidade. Na ocasião, ele disse que as mulheres deviam evitar se vestir como vadias, para que não se tornassem vítimas de estupro e abuso sexual.

Tá, faz sentido, se você não provoca, você não corre riscos... Não, né? A Marcha das vadias é uma passeata para lutar contra esse tipo de machismo e preconceito que culpa as vítimas de abusos sexuais, e não seus agressores. Mais que isso, é também um movimento pela liberdade feminina – desde liberdade de se vestir como quiser até liberdade de dormir com quem quiser, sem ser taxada pejorativamente por isso.

Por que você não pode usar a saia que quiser e aquele seu vizinho nojento pode andar por aí sem camisa? Por que você não pode mudar de parceiro sexual quando bem entender, mas seu irmão tem todo o direito de pegar quantas menininhas quiser? Be free, baby ;)

Se quiser entender mais sobre a Marcha das Vadias, alguns links que podem ser úteis:

Blogueiras Feministas: Slutwalk – a marcha das vadias
Luluzinha Camp: A Marcha das vadias

Ah! A propósito, a Marcha das Vadias de amanhã tem a concentração marcada para 08:30, no TCA. Não vai dar pra eu ir, mas quero ouvir os relatos de quem for ;)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Agenda Cultural

Sem saber o que fazer do final de semana? O Bagunça dá a dica!




Pra hoje tem a festa de Lançamento da Revista Fraude lá no largo Quincas Berro D'água, no pelourinho, às 19h. A entrada é gratuita e as atrações são as bandas Pirigulino Babilake e Suinga, além do DJ Camilo Froés. A festa vai contar ainda com uma feirinha de artesanato promovida pelo instituto Mauá... Para se informar, se divertir e, de quebra, ainda fazer umas comprinhas ;)






Já pro sábado (06/10) rola o Rock'n'Roll em ação, em que tocam as bandas Lunata e Espresso Libre, bem como o guitarrista Paulinho Oliveira. O evento acontece no Café Teatro Sitorne, lá no Rio Vermelho. A entrada é R$20,00 inteira e R$10,00 a meia, e as apresentações começam a partir das 17h. Conveniados Petrobrás pagam R$5,00 e estudantes de escolas públicas têm entrada franca.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

I Gotta Feeling...



Em uma MEGA produção superando Beyoncé a banda Black Eyed Peas fez nessa terça feira um dos melhores shows que eu já fui na vida.A começar pela ação dos patrocinadores que distribuíam brindes a todos que entravam na festa. A Avon com amostra grátis do perfume da Fergie - Outspoken (que é uma delicia por sinal) e a Nestle com a distribuição da Bebida Alpino (que também é uma delicia!).

E o show de Black Eyed Peas foi assim, uma grande festa com inúmeros efeitos especiais, coreografia apaixonantes (mania de bailarina), um público extremamente empolgado e uma energia incrível. Durante 1 hora e meia dançamos, gritamos e nos emocionamos.


Fergie é sensacional e protagonizou um dos momentos mais emocionantes da noite com Big Girls Don't Cry. Isso é claro além de deixar todos os homens babando com um corpo de dar inveja. Will.I.Am. é apaixonante, quero ter ele de DJ pra vida! Aaah quero mais BEP já!


Quem foi a Black Eyed Peas com certeza não irá esquecer. Arrependimentos? só de não ter ido para a After Party depois. Fora isso BEP me deixou encantada. Olha a cara de boba!

Fotos: Minha máquina de show (hahaha) e Flickr oficial da Caco de telha


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Musicando: Todo Carnaval tem seu fim ou O show de Los Hermanos por uma (super) fã

E o que falar do show do Los Hermanos, hein? O que posso descrever aqui é a minha experiência pessoal, a experiência de uma fã. De uma pessoa que acha que Los Hermanos não é apenas uma banda, é uma religião.


Cheguei ao Campo Grande às 16h da tarde. Muito mais tarde da hora em que eu previa chegar, mas tudo bem. Fiquei na fila com umas amigas, e conhecemos outros fãs na fila. Lembramos que não tínhamos comprado confetes nem serpentinas pra jogar pra cima na hora de "Todo Carnaval Tem Seu Fim". E agora? Saímos pedindo panfletos as pessoas na rua pra poder rasgar (desculpa, foi por um bem maior) e fazer confetes. Conseguimos. Enchemos o meu bolso e o de Caio de "confetes". Gisele tinha música do Los Hermanos no celular. E agora? Ligamos e começamos a cantar, ué. De repente, várias pessoas na fila cantando com a gente. Todos deveras ansiosos. Todos esperando por um dos momentos mais felizes da vida.


Portões abertos. Corre, procura um lugar legal. "Preciso vê-los de perto", era o que mais se ouvia. Tentamos e ficamos o mais perto que conseguimos. Mais ainda assim longe, bem longe do que pretendíamos (que era ficar no palco, praticamente). Mais espera, mais espera. Qualquer movimento que víamos atrás do palco, gritávamos. E mais espera. De repente gritos, muitos gritos, palmas, gritos, mãos pra cima: "São eles! São eles!". Meu Deus, eram eles. Simples, como tem que ser. Eram apenas eles e os instrumentos. E suas letras e melodias. Precisávamos de mais? "O Vencedor" abre o show. Depois vem “Retrato pra Iaiá”, “O Vento”, “Além do que se vê”, e assim por diante. E vem um dos momentos mais lindos da minha vida: "Sentimental". Tudo escuro, e apenas as luzes dos celulares e alguns isqueiros iluminando. Eu nunca tinha visto a Concha tão lotada (dizem que havia 5.500 pessoas) e tão linda em toda a minha vida. Foi arrepiante. Foi emocionante. Encerram com "Último Romance", mas quem disse que iríamos deixar? O coro forte, alto, ensurdecedor, pedindo pela volta, pedindo Pierrot. Pedindo que aquele momento não se fosse assim tão rápido. E voltaram. Sim, tocaram "Pierrot", e depois “Deixa o Verão”, encerrando ao som de "A Flor". Após a saída da banda, só se via olhos brilhando, olhos que olhavam como se pedissem "volta, por favor". Mas olhos que foram acordados por um som mecânico qualquer, nos mostrando que não havia mais nada.



Hora de ir embora, feliz, sem voz, feliz. Muito feliz. Hora de voltar pra casa e relembrar de tudo. De contar todo esse momento pra quem quisesse ouvir. Contar milhares de vezes, pra experiência do momento parecer mais forte. Hora de deitar na cama e sonhar.


Show do Los Hermanos é isso. É abraçar seu amigo e apontar pra ele, lembrando de algum momento. É cantar olhando para o seu amor, se declarando. Ou fechar os olhos (e talvez chorar) lembrando daquele que foi perdido. É sorriso, é grito, é emoção, lágrimas, cantar com o coração, cantar tão forte pra seu sentimento ser ouvido em qualquer lugar. É palma (e saber o momento certo de cada palma), é levantar os braços, saber o momento do confete, o momento de iluminar com o celular. É ficar rouco, é chorar querendo mais. É ser feliz ao falar: "Foi o melhor show da minha vida". E saber que vai lembrar disso pro resto dela. Contar para seus filhos: "Olha essa foto. Até hoje, é a melhor banda do mundo pra mim".



(as fotos são da @jackiebrito, do show do dia 18. Pra ver outras fotos, só clicar aqui)