segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

101 coisas em 1001 dias | Pela Internê




Desde o ano passado, as listas de 101 coisas em 1001 dias se multiplicaram pela blogosfera. Fui fuçar as internês pra saber mais sobre o assunto.



O Day Zero Project acredita que definir metas de uma forma divertida e competitiva pode te ajudar a alcançar seus objetivos. A ideia, do Neozelandês Michael Green, começou com um post em seu blog, lá nos idos de 2003, em que ele listava 101 coisas para fazer em 1001 dias. A resposta foi tamanha que o post virou uma rede social baseada em listas de coisas para fazer - uma comunidade com um único objetivo: realizar metas.

Mudando a vida aos pouquinhos

A lógica é simples: Onde você quer estar daqui a 2.75 anos? Quem você quer ser quando chegar lá? Pensar em 101 coisas para fazer em 1001 dias é uma boa forma de se conhecer melhor e, principalmente, de descobrir como você pode se tornar melhor em 2.75 anos - e, dizem, é também uma boa forma de se arriscar mais, se tornar mais aventuroso e mais social. Parece um bom negócio tentar, né?



As regras

O que diferencia o 101 coisas em 1001 dias de todas as listas de resoluções que você fez antes? O primeiro aspecto é o tempo de duração. Um ano ou um semestre podem não tempo suficiente para realizar os seus desejos, então é bom ter mais tempo para "preparar" o terreno, bem como contar com a boa vontade climática. O segundo aspecto é a regra principal: Seja específico. Seus resultados precisam ser mensuráveis e/ou claramente definidos. Além disso, é importante ser realista (afinal de contas, você não tem tanta grana/tempo assim e quer completar todas aquelas tarefas irreais, não é mesmo?) e, mais ainda, que os itens na sua lista representem algum esforço de sua parte, ou então a brincadeira não tem graça, né?


Mantenha em mente:


  • A menos que você seja muito rico, não dá pra fazer tantas viagens quanto você gostaria. Leve a sério a regra sobre ser realista.
  • Você precisa completar uma meta a cada 10 dias, em média. É bom não confiar demais no tempo ;)
  • Uma boa meta pode demandar bastante trabalho extra. Quem já completou a lista sugere que você divida essa meta em ações menores.
  • Seja flexível - afinal de contas, você é seu próprio juiz, e cobrança demais vai acabar tirando a graça do jogo!
Se empolgou? Conheça um pouco mais sobre o projeto, bem como as diferentes listas que o Green propõe: http://dayzeroproject.com/


Fontes: 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Essa eterna 5ª série


E se resolvemos voltar com o bagunça, que seja logo com duas categorias: Carta da Editora e Do Amor.

É que na internê nos últimos dias só se fala dos app de paquera. Dentre todos, escolhi dois pra falar o que eu penso: O Lulu e o Tubby.

Sobre o clube da luluzinha: li um texto bacana de um cara que falava "desculpa, moça. O Lulu serviu pra mostrar que ao menos, alguma vez na vida, eu fui um babaca". Talvez isso choque a sociedade (especialmente quem conhece só o meu lado de menina doce) mas eu também já fui babaca! E me arrisco a dizer que toda mulher já foi. A gente tem aquele carinha que foi só pegação, ele se envolveu e a gente não queria nada. Machucamos o garoto e ele deve nos achar a maior babaca do mundo. Mas se ele escrever pro mundo todo e todos os nossos amigos em comum (incluindo paqueras em potencial) que #agentenaovaleapena iríamos ficar bastante chateadas, certo? Por que fazer o contrário?
Aí tem quem diga: Os homens fazem isso com a gente o tempo todo, taxam de vagabunda, piriguete, dão nota e dividem em "pra comer" e "pra casar". Tudo verdade! Mas atire a primeira pedra qual garota nunca falou que o carinha "é rapidinho", "não dá futuro", é galinha, canalha... E se eu já acho tosco esse catálogo humano cheio de rótulos na vida real, acho ainda mais tosco no mundo virtual, onde o grupinho de 6 amigas do banheiro viram 7.500 pessoas viralizando sua hashtag. Como disse o Xico Sá, "O Lulu é um SPC, um Serasa moral, um cadastro geral dos marmanjos para consumo". E isso era pra ser bom?

Sobre o Tubby: Se o Lulu já é tosco, classificar desempenho sexual é ainda mais tosco! Como alguém, em algum momento do universo, pensou que isso seria possível? Sexo é pele, cheiro, momento, gosto... Sexo bom é tão relativo, o que é bom pra mim pode não ser bom pra outra garota. Depende da química, do desejo, da capacidade física no momento... Tantos "poréns"! Fora que, em pleno 2013 (quase 14) dizer que quem transa com quem quer, da forma que quer, é piranha é, no mínimo, retrocesso. Fica a dica meninos e meninas. Esse app é tão surreal, tão sem noção, tão escroto que não consigo acreditar que ele existe! Se tem algo que deve ser sem julgamentos, esse algo é o sexo. Como definir uma (ou várias) noite em uma hashtag? Ahhh e não me venham com esse papinho de "é vingança pro lulu". Não, não é! É 10 mil vezes mais babaca. A gente precisa mesmo por as pessoas em listas e adicionar a elas rótulos? Isso é tão... 5ª série.

*Título retirado de um comentário feito em um grupo do Face

** Essa é uma opinião minha, não significa que a Any concorde ou que você deva concordar

*** Sim, vamos voltando aos poucos! :)